ALMORADA
Junho
2026
Ter
16
Sinopse
A segunda performance de ALMORADA transporta-nos para um mergulho assumido no surrealismo, não como rótulo histórico, mas como força viva: um gesto poético de resistência contra a asfixia política e cultural. Neste trajeto, revisitamos as vozes femininas que dialogaram com a constelação surrealista portuguesa — muitas vezes secundarizadas na narrativa dominante — como Isabel Meyrelles, Luíza Neto Jorge e Natália Correia, mas também Ana Hatherly, Maria Teresa Horta ou Salette Tavares. A improvisação e a exploração sonora, marcas identitárias de ALMORADA, tornam-se dispositivos surrealistas: zonas de risco onde a palavra se desorganiza para se reinventar, onde o som pode anteceder o sentido e onde o acidental se transforma em revelação. ALMORADA afirma, assim, o surrealismo como prática viva: não museológica, mas urgente, um gesto de desobediência sensível e uma tentativa de imaginar outros mundos possíveis, levando-nos para lugares onde a imaginação pode ainda rasgar fendas naquilo que chamamos realidade.
spoken word
Informação adicional
- Preço
7€
- Duração
1h
- Classificação etária
12+
- Informação adicional
Falado em português
Acessibilidades do espetáculo
Acessível a pessoas em cadeira de rodas
Texto
Texto biografia autores
Ficha técnica
- PROGRAMA
Natália Correia
Do sentimento trágico da vida, Poema Involuntário e Aprilis
Salette Tavares
Poética
Luíza Neto Jorge
O Poema, II e Ritual
Maria Teresa Horta
Mulheres
- Isabel Meyrelles
Pobre poeta, andas à caça das palavras, Todos os poetas fazem versos e Existe em Lisboa
Ana Hatherly
Tisana 70, O Bem e O Cronista Social
Música
Chaves do Tâmega, casa dos pequenos pássaros, pêndulo da sé (Homem em Catarse)



